POEMA
DO HOMEM NEGRO
D. S. Padão
(à memória de um companheiro que morreu longe)
Aquêle homem forte,
escuro, erecto, valente,
desafiava a morte.
Na milícia,
não mal comparando, parecia
o jequitibá
em tôrno do qual,
gloriosamente,
a florenta verde se estendia.
Mas um dia, porém,
Deus o levou também.
E desde êsse dia,
um vácuo na terra se sentia
em pról da Milícia do Além.
Hoje, resta a certeza
à minh'alma varonil:
-Quem morre camisa verde,
morto, é muito mais vivo
no coração do Brasil!
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