A Revolução Pacifista
José Batista Pinheiro Cel Ref Ex*
Em todos os quadrantes deste país, cada
vez mais o povo lembra com saudade o tempo dos militares no poder.
Fase de grandes investimentos produtivos - ITAIPU, TUCURUÍ,
EMBRATEL, PROALCOOL - e a expansão da PETROBRÁS,
da atividade agrícola e da indústria. O BNH financiando
imóveis, as rodovias sendo asfaltadas, inflação
baixa, emprego para todo mundo. Enfim era o MILAGRE BRASILEIRO,
fato ressaltado e divulgado pelos mais importantes economistas
mundiais. O Brasil passou a ser, como era até o início
deste Governo, a 8ª ECONOMIA DO MUNDO.
Nunca houve uma revolução tão
pacífica como a de 31 de março de 1964. Um dos maiores
esquemas revolucionários comunistas já montado neste
continente, foi desarticulado da noite para o dia sem se derramar
uma gota de sangue.
Anos após, com a reação
civil e militar ao terrorismo esquerdista iniciado
em 1968 - guerrilha urbana e rural - aproximadamente, 300 subversivos
e 130 governistas perderam suas vidas em diferentes épocas,
uma taxa de perdas humanas bem modesta para um país com
mais de 100 milhões de habitantes principalmente se comparada
com os 17 mil dissidentes assassinados em Cuba com uma população
quinze vezes menor. A escalada guerrilheira, em nosso território,
foi inoportuna, estúpida e desnecessária. A repressão
brasileira se destacou pelo equilíbrio de suas ações
e pela habilidade em contornar, com um mínimo de violência,
uma das situações mais explosivas vivenciadas na
América latina.
O Governo revolucionário consolidou a
economia brasileira, privilegiando o
mercado interno - preservando a SOBERANIA NACIONAL - sem os atuais
malefícios da globalização, do desemprego,
da miséria, da rapinagem ao nosso patrimônio, do
favorecimento a banqueiros desonestos e outros pilares da corrupção.
Com uma dívida assustadora projetando uma subserviência
ad eternum ao FMI e ao capitalismo internacional, o nosso futuro
é preocupante como Nação Soberana.
Os Governos militares não souberam utilizar
a mídia para mostrar a verdadeira face do progresso daquela
fase. Os revanchistas, oportunistas plantaram na opinião
pública a calúnia como sendo VERDADE HISTÓRICA.
Hoje, ainda se utilizam dessa mentira para achincalhar e diminuir
o gigantesco passo que o Brasil deu, naquela época, em
direção ao progresso.
Os militares não pensam em voltar ao
poder. Eles, com muita disciplina, coesão e dignidade estão
voltados para suas finalidades constitucionais, porém atentos
para defender a pátria e o povo, se preciso for.