A Farsa
de Olga
Marcelo Eiras

Não é de hoje que a mídia e os "produtores
cinematográficos" brasileiros tendem a contar suas verdades
ignorando a verdade histórica e os acontecimentos dos fatos com
o simples propósito de propaganda comunistas , anarquista e inversão
de valores. Transformando heróis em bandidos e bandidos em heróis.
Filmes como Carandiru (2003), Pixote(1981) , Lucio Flávio, o Passageiro
da Agonia (1977), Cidade de Deus (2002), entre muitos outros sempre tende
a colocar as pessoas de bem, a policia como bandidos e bandidos de alta
periculosidade como heróis ou revolucionários.
Não será nenhuma surpresa se daqui a 20
ou 30 anos aparecer algum "diretor" querendo fazer filme glorificando
ou mitificando bandidos do porte de Fernandinho Beira Mar, Escadinha,
entre outros de mesmo quilate.
É o que ocorre com essa deformação
histórica recém lançada com o suspeito apoio da Petrobras
sobre comando Petista.
Vejam um entrevista interessante da revista época
com o Willain Waack, que mostra a verdade através do mito criado
pela URSS de Olga Benario Prestes. Olga jamais foi um mito era apenas
e tão somente uma agente do serviço secreto da URSS e tinha
como o objetivo transformar o Brasil em mais um satélite da URSS,
trazendo miséria e morte para nosso povo.
Ela veio aqui com uma missão dada pela URSS contra
os interesse nacionais esta missão era ser guarda costa do traidor
Prestes, na qual foi amante e acabou engravidando. Não a nada de
heróico ou admirável nisso. O mito de Olga foi fruto de
um plano do PCB da URSS a partir da década de 60, que através
de distorções e mentiras tentam transformar terroristas
e assassinos em heróis.
Revista Época, Edição 326 - 16 de agosto de 2004
Entrevista com o autor de Camaradas
MARTHA MENDONÇA E ELISA MARTINS
''OLGA NÃO TINHA SAÍDA''
Autor do livro-reportagem Camaradas, jornalista diz que
o mito romântico da
revolucionária nasceu de propaganda
Profissão: Jornalista, é correspondente da Rede Globo em
Nova York
Experiência: Cobriu oito guerras, entre elas a do Golfo, e morou
em Berlim
ÉPOCA - Que Olga você conheceu em suas pesquisas?
William Waack - Uma profissional do serviço secreto militar
soviético, treinada para obedecer em qualquer circunstância,
sem jamais
duvidar dos chefes e da linha estabelecida pelo Partido, disciplinada,
mas
sem interesse por assuntos teóricos, que ao chegar ao Brasil perdeu
o foco
da missão. O trágico em Olga é que ela não
tinha saída.
ÉPOCA - Como assim?
Waack - A verdadeira dimensão trágica da figura de Olga
é o fato de
ela ter sido vítima de dois totalitarismos. Foi liquidada por um
deles, o
nazista, enquanto todos os seus companheiros de luta no Brasil, que
sobreviveram à aventura de Prestes e conseguiram voltar a Moscou,
foram
destruídos pelo outro totalitarismo, o comunista - foram executados
na
Rússia antes ainda do assassinato de Olga. Mas não era um
aspecto que
interessava à máquina propagandística do PC da Alemanha
Oriental, que
iniciou o culto ao mito de Olga no final da década de 50, suprimindo
partes
de sua real história. O mesmo ocorreu no livro lançado no
Brasil por
Fernando Morais, que, na verdade, tem boa parte compilada da primeira
biografia de Olga feita pela alemã Ruth Werner, a pedido do PC
alemão, em
1962. Trabalhos que não contam a realidade.
ÉPOCA - Pelo que pesquisou, do que mais não
se fala?
Waack - Um detalhe fundamental: o fato de que a mãe de Prestes
pediu
várias vezes às autoridades soviéticas que tentassem
trocar Olga por
prisioneiros dos soviéticos. Era impossível que isso acontecesse,
pois,
naquele momento, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, os soviéticos
estavam entregando à Gestapo militantes alemães que se refugiaram
em Moscou.
Uma dessas pessoas, aliás, foi a última a ver Olga viva
no campo de
concentração. Era Margareth Buber-Neuman, uma colega dela
de militância,
alemã e judia, que chegou a ser preparada para ir ao Brasil, mas
foi presa
com o marido em Moscou e entregue à Gestapo.
ÉPOCA - Isso tira de Olga e Prestes o romantismo,
a luta por ideais?
Waack - Prestes e Olga eram, antes de mais nada, soldados do
Partido, e a esses soldados não se admitiam crises de consciência.
Dou um
exemplo: entre a derrota do levante de novembro de 1935 e a prisão
dos dois,
no início de 1936, Prestes mandou matar a namorada do secretário-geral
do
PCB, Elza, uma moça inocente e ingênua de 18 anos, que foi
estrangulada por
militantes do partido. Ele suspeitava, erroneamente, que Elza fosse
informante da polícia. E Olga não se opôs à
decisão, segundo o agente
soviético no Rio que chefiava o esquema clandestino. Não
havia nada de
romântico ali.
Marcelo Eiras e Bacharel em Informatica e Acadêmico de Direito,
fundador da pagina http://www.integralismo.com.br
e http://www.nacionalismo.com.br
co-fundador do GIR do CEDI e membro da nova AIB.
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