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Plínio Salgado

      Fundador da maior escola de Civismo e Espiritualismo da História do Brasil: a Ação Integralista Brasileira. Nasceu na tradicional cidade de São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, em 22 de janeiro de 1895.
      Precoce na arte de escrever, iniciou espontaneamente sua atividade literária, quando ainda cursava a escola primária. Plínio era filho do Cel Francisco das Chagas Esteves Salgado, farmacêutico e líder político local e da professora Da. Ana Francisca Rennó Cortez.
      O pai de Plínio faleceu no ano de 1911 e ele ficou muito amargurado. Na fase escolar, Plínio sentia especial interesse por matemática e desenho e depois passou a gostar de filosofia e psicologia. Aos 20 anos fundou e dirigiu o “ Correio de São Bento” e foi através de suas colunas escritas nesse jornal que tornou-se conhecido, sendo convidado por Nuto Santana para trabalhar na capital paulista, no “ Correio Paulistano”.
      Plínio casou-se em primeiras núpcias com a senhorita Maria Amélia Pereira e desse casamento nasceu em 6 de julho de 1919, a filha Maria Amélia. Plínio ficou viúvo 15 dias depois do nascimento da filha, fato que lhe marcou muito a personalidade espiritualista. Casou-se novamento em 1936 com a jovem Carmela Patti.
      Tomou parte ativa no movimento literário e cultural da Semana de Arte Moderna. Esse Movimento foi marcado por 2 tendências: a nacionalista, com Plínio Salgado, Menotti Del Picchia e Cassiano Ricardo e pelo Antropofagismo de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Pertenceu Plínio Salgado a Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira número 6. Em 1928 foi eleito Deputado Estadual com maciça votação.
      Realizou em 1930 viagem de estudos à Europa e Oriente. Voltou e criou em 1931 a Sociedade de Estudos Políticos( SEP), célula que nortearia suas posições políticas futuras. No dia 07 de outubro de 1932 Plínio e outros colaboradores lançam o Manifesto de Outubro e fundam o maior e único Movimento de massa Cívico-Espiritualista da História do Brasil: a Ação Integralista Brasileira. De 1932 a 1937 a AIB teve ascensão estrondosa na Sociedade Brasileira. Mais de 500000 brasileiros ajuntaram-se ao movimento e constituíram essa apoteose de nacionalismo e doutrina, fenômeno jamais comparável no Brasil.
      Em 1937, com o golpe do Estado Novo, a AIB foi fechada e mais tarde Plínio Salgado foi exilado em Portugal. Regressou em 1946 e fundou o PRP, Partido da Representação Popular. Foi candidato à Presidência em 1955 e em 1956 elegeu-se Deputado Federal até 1974. Brilhante partlamentar, fez em 1965 um dos discursos mais emocionantes da História do Parlamento brasileiro, nas Comemorações do Centenário da Batalha do Riachuelo.
      Plínio Salgado faleceu aos 7 de dezembro de 1975 e está enterrado no Cemitério do Morumbi em São Paulo. Presentes ao seu enterro mais de 2000 pessoas, autoridades, jovens, militares, eclesiásticos, mendigos, ricos e pobres, todos vieram saldar a memória daquele que ensinou um dia à nação brasileira a erguer a cabeça e ter orgulho de suas origens indígenas e caboclas. Grande Chefe Integralista, nosso eterno Chefe, nosso eterno Guia e eterno exemplo.