dd

O Comunismo foi criado pelo Capitalismo

Vamos desenvolver uma tese neste artigo surpreendente a princípio. Muitas pessoas, entre elas mesmo acadêmicos respeitados, acreditam e sempre acreditaram que comunismo e capitalismo são ideologias antagônicas e em constante atrito. Entretanto, uma análise mais crítica desfaz a veracidade dessa afirmação.

As bases questionadoras do poder do grande capital surgiram na metade do sec. XIX com as idéias do filósofo Karl Marx e de alguns movimentos esporádicos de trabalhadores na Inglaterra. Mas será que os livros de Marx realmente questionaram o poder do grande capital e sua exploração infrene dos trabalhadores? Será que essa base doutrinária inicial teve o intuito de abalar as estruturas do capitalismo, que desde o início da Revolução Industrial, já se afirmava como uma ideologia? Claramente nos livros de Marx e nos escritos de Proudhon na França encontramos inúmeras críticas ao sistema capitalista burguês, mas infelizmente não encontramos nenhuma sugestão de como resolver ou mesmo amenizar esses problemas. Nem mesmo nas famosas críticas revolucionárias de Marat, Robespierre e Rousseau, logo após a Revolução Francesa, encontramos um método de oposição eficiente ao grande capital, apenas críticas acadêmicas. Estariam realmente esses filósofos, sociólogos e teólogos com o objetivo de criarem uma oposição estruturada ao poder do grande capital na sociedade?

Vamos agora nos transportar para o sec.XX. O golpe da Revolução Comunista de 1917 na Rússia teve 2 objetivos claros: retirar a monarquia Czarista do poder e levar uma classe específica, os bolcheviques a assumir esse poder. Nas Teses de Abril de 1921 Lênin já dizia: “Precisamos consolidar a revolução e prepararmos o capitalismo de Estado”. Isso foi feito logo após com as NEP – Novas Políticas Econômicas. No início foram distribuídas terras aos camponeses mas nos fins de 1921 o Estado Bolchevique, formado por vários ex-nobres czaristas e ricos da época, assumiram de fato o controle da revolução. E os camponeses iludidos com a esperança de conseguirem terras e um padrào de vida decente foram na verdade escravizados e massacrados pelo governo depois de 1924 e nas mãos do bárbaro Stalin. E na China? Após a Grande Marcha em 1934 e a Guerra Civil de 1946 a 1949, Mao Tse Tung tomou o poder e lançou os Planos Quinquenais e a Tese do Grande Salto para Frente onde também os camponeses, base humana das revoluções comunistas, se transformaram em trabalhadores semi-escravos nas fábricas recém-inauguradas na China com o apoio soviético.

A partir daí o Comunismo atendeu de maneira precisa aos interesses do grande capital. A indústria armamentista americana desenvolveu tecnologia de destruição em massa de forma tão eficiente que em 1960 tínhamos 3 empregados na indústria bélica para 1 empregado na indústria de base nos EUA. O fantasma comunista tào temido serviu mesmo para alavancar o poderio militar tecnológico do grande capital e por tabela agravar os problemas de exploração dos trabalhadores no mundo. E quando as disputas bélicas começaram a declinar na década de 80 por causa dos interesses econômicos e da globalização, o que o grande capital fez? Acabou com o comunismo na URSS e nos países do Leste Europeu, que representavam empecilhos ao avanço das indústrias que utilizavam mão-de-obra barata e precisavam ampliar mercados consumidores. Vejam o caso da China atual: em nome dos interesses das empresas multinacionais capitalistas permite a escravização trabalhista de seu povo. Não é estranho esse comunismo que almejava a libertação dos operários em todo mundo, segundo as teses e doutrinas de Marx?

Por isso podemos afirmar com certeza: o comunismo, travestido de ideologia revolucionária libertadora, foi e é na verdade uma criação bem calculada do grande capital para desviar a atenção dos povos do entendimento das duas forças legítimas que poderiam de fato se opor á exploração capitalista: a religião e o nacionalismo. Bem dizia Churchill: “Não precisamos nos preocupar tanto com os comunistas. O indivíduo é comunista até o dia em que arruma emprego”.