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Tipos de armas de fogo
Redação

Tipos de armas de fogo

Bazuca – arma bélica, de Infantaria, para lançamento de projéteis visando carros de combate, blindados em geral ou alvos rígidos.

Carabina – é uma arma de fogo portátil, de cano longo, embora menor que o fuzil e geralmente de pequeno calibre, com alma raiada. Por motivos políticos, o M16 foi classificado como “rifle” (= fuzil), quando suas 18’’ de cano correspondessem, tradicionalmente, a uma carabina.

Espingarda – arma longa, de cano não raiado. Utiliza, em geral, munições carregadas com múltiplos bagos (ou balins) esféricos de chumbo, mas, dependendo da finalidade, podem empregar também projétil singular (balote). Nomes populares, errados e que devem ser evitados são “cartucheiras” e “escopeta”. As espingardas calibre 12 semi-automáticas ou de repetição, são de uso permitido, desde que o comprimento do cano seja igual ou superior a 610mm (24’’) – Portaria Mex n. 381/91 e art. 17, III, do Decreto n. 3.665/00.

Espingarda ou fuzil de pólvora negra – arma longa, de carregamento pela boca (pica-pau, bacamarte), hoje existente em réplicas e usada em tiro ou caça. Foi muito difundida entre os pioneiros do Oeste Americano, e, principalmente conhecida do público, por intermédio dos filmes a respeito, como o clássico Daniel Boone. Tal arma, no Brasil, foi muito usada nos tempos dos bandeirantes. É ainda muito empregada em zonas rurais.

Fuzil – é uma arma de fogo portátil, de cano longo, com alma raiada. Pode ser de repetição, semi-automático ou automático. É sinônimo de rifle (raifl), palavra tomada por anglicismo. Difere da carabina, por ser muitas vezes esta de calibre menor, embora não seja a definição exaustiva, pois a carabina alemã KAR98K, padronizada em 1935 e usada na II Guerra, tinha calibre 7.92 x 57mm. Existem reproduções do fuzil FAL, usado pelas Forças Armadas e Auxiliares para treinamento, que são de uso restrito. Em Portugal é, curiosamente chamado de espingarda.

Fuzil de assalto ou de fogo seletivo – arma longa, de calibre de potência intermediária, que dispara tiro intermitente (semi-automática), capaz também de disparar rajadas (automática), como o M16 ou o AK-47. Tem, popularmente, o mesmo significado que fuzil.
Garrucha – tipo antigo de arma curta de repetição, de carregamento pela boca ou de calibre de potência intermediária, pela culatra, diretamente em cada cano (1 a vários, na maioria 2 a 4). Originariamente, denominavam-se pistolas.

Granada – arma composta por um corpo que contém em seu interior carga explosiva e sistema de detonação, além de um agente efetivo. Ex.: granada de gás, fumígena, de fragmentação, etc. Podem ser lançadas pela mão do homem (granada de mão), por armas curtas ou longas (granadas de fuzil) ou peças de Artilharia (morteiros).

Metralhadora – arma de fogo automática, pois é capaz também de disparar rajadas. Pode ser de mão (submetralhadora), leve ou pesada, dependendo do calibre e do tipo de cano (pode ser usada sobre apoio – tripé ou veículo de combate, ou ser portada por um homem, como a Bren ou a M249 Minimi.

Mosquetão – arma longa, semelhante a um fuzil, mas com cano menor. Jargão brasileiro para evitar chamar de carabina armas como o fuzil Mauser 1922 e 1935 ou o Imbel 1954.

Mosquete – antiga arma longa, de cano liso, disparado por fecho de roda, pederneira ou percussão.

Pistola – antigamente, o vocábulo se referia às armas curtas de pederneira e percussão, mas hoje, exclusividade abrange as armas curtas semi-automáticas.

Revólver – arma de fogo de porte, de repetição, dotada de um cilindro giratório posicionado atrás do cano, que serve de carregador, o qual contém perfurações paralelas e eqüidistantes do seu eixo e que recebem a munição, servindo de câmara.

Rifle – é uma arma portátil, de cano longo e raiado. O mesmo que fuzil.

Submetralhadora – arma de fogo automática (às vezes também capaz de fogo semi-automático), de menor tamanho, por isso de mão, como a israelense UZI e a americana Ingram. Também é conhecida como pistola-metralhadora.

Fonte: Armas - Aspectos Jurídicos e Técnicos, de Aloisio A. C. Barros Pupin e José Carlos Gobbis Pagliuca, Editora Juarez de Oliveira, 2002

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