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BRASIL: O CENÁRIO MAD MAX

Cássio Guilherme

Analisando o momento atual do nosso país, todos os acontecimentos e notícias do dia-a-dia, somos impelidos a tecer algumas comparações entre esse cenário nacional e aquele filme Hollywoodiano da década de 80, que teve três episódios lançados, o filme “Mad Max”. Quem assistiu os três episódios se lembra que o enredo do filme tratava de o mundo ter se tornado um caos absoluto após uma possível confrontação nuclear entre nações, e o planeta Terra se transformou numa “terra devastada”.

Nesse cenário geo-político aterrorizante, hordas de bandidos se agrupavam e constituíam grupos totalmente destituídos de moral, de ordem, de compaixão espiritual, apenas o sentido instintivo da sobrevivência contava e todas essas glebas de bandidagem procuravam um só objetivo: obter combustível para pseudo-máquinas envenenadas que serviam de transporte a esses cangaceiros do futuro. No desenrolar do filme todo tipo de atrocidade era cometida, a lei que imperava era a antiga e conhecida “lei do mais forte”, na sua forma mais primitiva. No meio dessa estrutura caótica aparecia um justiceiro ideológico (Mel Gibson) que tentava sobreviver nesse abismo moral da sociedade, às vezes de forma instintiva, às vezes de forma bem-intencional, uma espécie de herói bárbaro do vale-tudo.

Vamos agora transportar para a realidade do Brasil atual. O País vive um momento onde a lei existe e ninguém a cumpre. Hordas de bandidos assaltam e matam cidadãos em todas as cidades, às vezes 30 de uma só vez como na Baixada Fluminense, e ninguém pode faze nada. Movimentos “populares” como o MST invadem as propriedades com milhares de desempregados e arruaceiros, vilipendiando a ordem de todo jeito, espalhando o caos e nenhuma “autoridade” pode fazer nada. As matas e florestas são devastadas, os rios poluídos, o ar sujo com todo tipo de dejeto, os recursos naturais esgotados sem nenhum planejamento, numa corrida infrene onde o “sobreviver” não enxerga limites e nem valores morais. Não há planejamentos, nem de cunho familiar, não há visão de futuro, não há respeito pela dignidade humana, não há base espiritual de valoração dos costumes.

O que há é a “lei do mais forte”, a “lei do mais esperto”, a busca hedonística do materialismo, “preciso satisfazer minha necessidade não importa de que forma”. Não há como negar que o Brasil atual se transformou na “terra devastada”, análoga do filme descrito. Não há respeito, não há ordem, não há legitimação doutrinária, não há passado nem futuro, não há parâmetro moral. Apenas o caos do presente. Quem poderá fazer o papel do Mel Gibson nesse contexto?