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Contradições de uma Esquerdocracia (Produzido por TERNUMA Regional Brasília) O terrorismo merece mais do que condenação retórica. Exige combate. Mas continua sendo a arma dos mais fracos quando os mais fortes deitam e rolam no direito de serem grandes”. (Carlos Heitor Cony, abordando o atentado ocorrido em Nova York em 11/09/01). Antes de representar um pseudo-exercício intelectual, a afirmação acima é mais uma das inquestionáveis demonstrações>apego esquerdista ao prinípio de Maquiavel de que "os fins justificam os meios".Ao associarmos a tal conceito a máxima corporativista "aos amigos tudo, aos inimigos nada, aos indiferentes a lei", com clareza entenderemos porque os as esquerdas execram qualquer tipo de constrangimento físico e moral perpetrado contra si e legitimam o terrorismo, mitificando os terroristas quando a violência se faz presente em proveito dos seus misteres.. A verdade histórica exige um longo período de maturação, para que os fatos sejam entendidos e registrados para a posteridade na plenitude da sua essência e real dimensão. Relativamente à Contra-Revolução de 31 de março de 1964 não poderia ser diferente. Ponderável parcela de pensadores da esquerda e, mesmo, alguns militantes marxistas também consideram o movimento como uma contra-revolução, por frustrar um golpe socialista cuidadosamente urdido desde 1961. Hoje o movimento cívico-militar é incansavelmente rotulado de golpe gerador de uma ditadura cruel e sanguinária. A violência revolucionária das organizações comunistas contra o “regime militar” hoje é sacralizada como ação de mártires e de heróis, não obstante ter sido terrorismo da mais pura cepa, levando sangue às ruas e ao campo, na tentativa de implantação de uma ditadura marxista-leninista no Brasil.
Aos amigos, tudo! Carlos Heitor Cony, por seus escritos, propositalmente ou não, fazia o jogo do trabalho-de-massas contra o governo, e, supostamente, foi alvo de coerção ilegal pelos militares e “demitido” de seu emprego de jornalista do jornal Correio da Manhã, em 1965, sem que, no entanto, lhe fosse proibido escrever e publicar inúmeros livros e lhe fosse aplicada qualquer forma de violência física ou moral. A Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, autodenominada de Comissão da Paz, acaba de conceder-lhe cerca de R$19000,00 a título de pensão mensal, como “perseguido” do regime militar e ter sido impedido de exercer seu emprego no jornal em que trabalhava. Diógenes José Carvalho de Oliveira, Pedro Lobo de Oliveira e José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, integrando um grupo de onze terroristas da Vanguarda Popular revolucionária (VPR), em 26 de junho de 1969, realizaram um hediondo atentado ao Quartel General do II Exército, em São Paulo/SP. A madrugada era fria e a visibilidade pequena. Um carro-bomba foi lançado, sem motorista, de encontro ao portão. A guarda disparou contra o veículo, que bateu na parede externa do QG. Mário Kozel Filho, soldado que prestava o serviço militar obrigatório e era sentinela naquele momento, saiu do seu posto, correndo em direção ao carro, preocupado com eventuais feridos no seu interior. Uma carga com 50 quilos de dinamite explodiu em seguida e espalhou destruição e morte num raio de 300 metros. O corpo do soldado Mário Kozel Filho foi despedaçado. Os três assassinos, autores de muitas outras ações assassinas “contra o regime militar”, agora se fazem de perseguidos políticos, encontrando guarida na Comissão de Anistia, que acolheu os seus requerimentos e está em vias de conceder-lhes a compensação por seus crimes. Afinal, aos amigos...
Aos inimigos, nada! Os militares, policiais e outros brasileiros, que, por dever de profissão ou opção ideológica, agiram direta ou indiretamente contra a ameaça vermelha, recebem ferrenho patrulhamento. Cedo ou tarde, são “descobertos” em suas atividades profissionais, exonerados ou, ainda, coagidos de continuar em seus cargos e têm os seus nomes fartamente manchados ante a opinião pública, sob a pecha de perversos torturadores ou de colaboradores do regime militar. Não é o caso de citar nomes, pois a imprensa e a Internet são pródigas em exemplos e citá-los resulta em engrossar a orquestração dos detratores. É o perverso viés de uma anistia generosamente concebida para o perdão e o esquecimento geral, amplo e irrestrito, mas da qual se valem os últimos governos para promover o revanchismo e premiar terroristas, corruptos, desviados morais e todos os alcançados pelo “entulho autoritário”.
Aos indiferentes, a lei! Orlando Lovecchio Filho, no dia 19 de março de 1968, passava defronte ao Consulado Americano, em São Paulo, quando terroristas da VPR – entre eles Diógenes José Carvalho de Oliveira - explodiram uma bomba contra a representação diplomática. Atingido pela explosão, teve uma perna amputada em conseqüência dos ferimentos recebidos. Preso sob a suspeita de ser um dos terroristas, só foi libertado quando teve a inocência comprovada. Na época, Lovecchio fazia um curso de formação para piloto da aviação comercial e viu-se frustrado em seu sonho, além de tornar-se mutilado, sem que nada tivesse com a luta fratricida. A magnânima Comissão da Paz, no entanto, não lhe oferece a menor comiseração ou guarida, pois não considera pertinente o seu problema. Afinal, a Comissão de Anistia só existe para contemplar gente como Diógenes. Lovecchio, hoje, bate de porta em porta, buscando do governo a concessão de uma pensão especial, como a que foi oferecida a uma outra vítima do sanguinário Diógenes. Sonha ele em ser ressarcido por ter sido impedido de tornar-se piloto, em razão de uma luta irracional. Em 20 de agosto de 2003, o Congresso Nacional decretou e o Presidente da República sancionou um diploma legal que concedeu pensão especial a Mário Kozel e Terezinha Lana Kozel, pais de Mário Kozel Filho. Por ele, foi fixado o valor de R$330,00 de pensão vitalícia, com a ressalva de que “as importâncias pagas serão deduzidas de qualquer indenização que a União venha a desembolsar em razão do acontecimento”. É esse o valor que o Estado conferiu a um jovem, cuja vida foi violentamente ceifada, pelo pecado de estar cumprindo o serviço militar obrigatório no momento em que cruzou o caminho de gente como Diógenes. A Mário Kozel Filho, a lei. A Lovecchio, a expectativa da lei, uma vez que nem um, nem outro se enquadra nos critérios de perseguido político.
As contradições da esquerdocracia brasileira não são mera incoerência jurídica. Se o fossem, teríamos alguma sinalização dos atuais detentores do poder em saná-las e promover a verdadeira justiça. Malfadadamente, fazem parte de um jogo sujo e de um rancor mal disfarçado, mesmo que inocentes paguem por tanta imoralidade.
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