COMUNISMO
DE MERCADO
CÁSSIO GUILHERME
Vamos reforçar nesse artigo a tese de que o comunismo
é na verdade o capitalismo travestido de revolucionário
popular. Vamos abordar um tema curioso, muito em voga no momento, que
é o tal de Comunismo de Mercado.
Karl Marx, nos seus devaneios mentirosos e execráveis acerca do
“ poder do proletariado” fez a previsão de que o capitalismo
entraria em colapso e daí teríamos sistemas de governo socialistas
e por último, como uma espécie de evolução
humana política, o comunismo ou ditadura do proletariado. Portanto,
Marx acreditava e tentou convencer milhões de incautos de que o
comunismo era o destino de transformação do capitalismo.
Eis então que uma coisa surpreendente aconteceu, fato que deixaria
o próprio Marx estupefato, algo inacreditável: o capitalismo
não só se fortaleceu, ao contrário do que previu
a insanidade marxista, como arrumou uma maneira de utilizar o comunismo
em benefício próprio. Essa situação, a princípio
paradoxal, em que o capitalismo passou a se locupletar do ideário
comunista, serve para corroborar a idéia de que ambos os sistemas
são na verdade faces da mesma moeda.
Basta uma análise simples e infantil do contexto político-econômico-social
do nosso mundo nos últimos 15 anos e chegaremos à conclusões
talvez absurdas e inaceitáveis. A estrutura capitalista forjada
em vários países, sobretudo os mais ricos, começou
a se desgastar e entrar em colapso no final dos anos 70, devido a uma
série de fatores: estagnação do fluxo de capital,
leis ecológicas duríssimas nos países, fortalecimento
dos sindicatos e da legislação trabalhista, competitividade
acirrada entre os organismos capitalistas, escassez de mão-de-obra
barata e principalmente falta de mercados consumidores amplos e numerosos
que criassem uma estrutura auto-sustentável para o Grande Capital.
Esses fatores limitativos e estagnantes forçaram o Grande Capitalismo
Internacional a tomar atitudes inadiáveis: destruir de vez o modelo
comunista vigente em alguns países gigantes como URSS e China,
ou se não destruir por completo, pelo menos transformar esse comunismo
numa nova realidade, talvez uma realidade surrealista: tornar esse comunismo
e seu arcabouço doutrinário num serviçal obediente
das teses capitalistas.
Esse novo cenário certamente deixaria os tais “ comunistas
autênticos” perplexos, alucinados, desorientados. A previsão
de fim do capitalismo feita por Marx, por causa do advento do comunismo,
aconteceu ao contrário: o capitalismo globalizante só não
acabou porque justamente existia o comunismo para salvá-lo e sustentá-lo.
As grandes corporações capitalistas, estranguladas pelos
fatores expostos acima, rapidamente se mudaram para a China, o Vietnã,
a Rússia, os países do leste europeu e a Indochina, pois
lá o comunismo desconhece os Direitos Humanos, desconhece as leis
de proteção ambiental, desconhece os direitos trabalhistas
e os direitos sociais e podem impor a força total para o cumprimento
das tarefas mais exacerbantes. O comunismo representou na verdade a única
maneira de manutenção da mais-valia capitalista na realidade
atual. Observe o leitor desse singelo artigo o absurdo colossal jamais
revelado ao entendimento de sua consciência: o capitalismo conseguiu
uma maneira de sobreviver graças ao comunismo. Alguém ainda
duvida que capitalismo e comunismo têm os mesmos objetivos?
O comunismo de mercado é a verdade descortinada de vez. Um depende
do outro, comunismo e mercado capitalista, numa simbiose promíscua
e diabólica e se completam na missão comum de sobrepujar
e esmagar as aspirações nacionais e espirituais dos seres
humanos. Ambos estão juntos na missão de destruir o espiritualismo
e o nacionalismo. São as idéias do diabo em ação
no mundo. Desafio alguém a refutar esse ponto de vista.
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